Just... Nothing.
sábado, 11 de janeiro de 2014
domingo, 10 de novembro de 2013
Pezinho no passado
Você. É, você mesmo. Você, aí,
que vive dizendo que mudaria tanta coisa se pudesse voltar no tempo.
Feche os olhos, relaxe, e
imagine:
Você tem sete anos. Está na sala
de aula, e em um piscar de olhos, continua lá, mas sua consciência atual está lá.
Você se lembra do momento, sabe o que vai acontecer depois. Você, seu cérebro
de hoje, está no passado. Pode controlar seu corpo. Sabe o que vai acontecer
depois, sabe o que estão pensando sobre você. Sabe que vai passar de ano, quem
são suas amigas de verdade, quais delas vão sumir depois.
Você vai agir naturalmente?
Entrar em pânico?
Vamos lá! Não era isso que você
queria?
Tudo o que eu queria naquele
momento era vomitar. Chorar. Eu estava vendo o passado, e fiz exatamente o que
eu havia feito na época. Porque fazia parte de mim naquela época fazer o que eu
fiz. Ser quem eu era. Mesmo com os machucados adquiridos tantos anos depois, eu
fui quem eu era naquela época.
Porque o ambiente favorecia. As
pessoas favoreciam. Minha aparência favorecia.
E eu fiz exatamente o que eu fiz
na época. Não faria diferente.
Engraçado, né?
E eu pisquei os olhos, e estava
na sétima série, apresentando um trabalho de 'ciências' - a.k.a biologia. A
vontade de chorar foi mais forte. Meu professor estava ali, e meus colegas também.
E eu sabia que noventa e nove por cento deles me odiavam.
Porque o ambiente favorecia. As
pessoas favoreciam. Minha aparência favorecia. Minhas novas opiniões
favoreciam.
Então eu respirei fundo, no meu
corpo de treze anos, e olhei as informações no slide. Claro que eu sabia bem
melhor do que eu sabia na época. E eu dei meu melhor, e não saiu muito do
roteiro da época. Eu queria gritar pra todo mundo que tinha vencido na minha
vida, e que todos eles iam fazer pré-vestibular à toa depois, que eu sabia
exatamente quem ia conseguir e quem não ia.
Mas por que eu libertaria aquelas
pessoas? Porque a verdade liberta, por mais que irrite de início.
Então eu não falei nada. Do mesmo
jeito que não falei nada em 2007, porque eu não sabia de nada. E meu professor
bateu palmas ao final da apresentação. E ninguém notou que eu estava diferente.
Talvez porque, querendo ou não,
mesmo que a gente mude, nós somos algo homogênio.
Completamente homogênio.
Somos em tons degradê, e o que nós
somos é uma mistura de todas essas cores. Nossa história é uma fita colorida
que muda de tom aos poucos.
Pisquei novamente, e acordei
chorando. Porque no final de contas, eu sabia que o passado não voltaria, por
mais que sentisse saudades dele.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
sábado, 13 de abril de 2013
Fraca...
Eu me sinto fraca, completamente fraca.
Como se não tivesse mais controle da minha mente, e... Eu não tenho, mesmo.
Eu não tenho controle do meu choro, não tenho controle dos meus pensamentos, dos meus nervos.
Não tenho controle das minhas crises de pânico. E isso tá prejudicando pessoas que eu gosto, e eu me sinto mal por isso, mas
EU não tenho controle disso.
E tomar antidepressivos não ajuda os pensamentos ruins a irem embora. Sim, eu tentei.
Eu só queria ser forte, e dar um ponto final nisso. Ser uma pessoa normal.
Porque pessoas normais passam por coisas difíceis.
Difícil pra mim é emagrecer. As coisas que acontecem comigo são aterrorizantes, é...
É como se eu fosse morrer.
Eu só queria controle, poder calar tudo isso, ser uma pessoa normal.
Sofrer nas proporções normais. Não parar de sofrer, só... Sofrer menos.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
terça-feira, 2 de abril de 2013
Confiança.
Confiança pra mim, é uma coisa que não se trai.
Uma das piores sensações é confiar numa pessoa e essa confiança se quebrar.
Porque você confia, e quando essa confiança se parte, não é ela que se parte, é tudo. E quanto mais as pessoas te traem (em todos os sentidos, do mais leve até o mais grave), mais você se sente inseguro, porque se ninguém pode ser confiado, por que nós existimos?
Eu sempre tento ser uma pessoa leal, até às pessoas que eu não me dou muito bem. Porque se uma pessoa tem um momento de fraqueza, por exemplo, e conta uma coisa importante, é teu DEVER reconhecer que foi um momento de fraqueza e não contar pra mais ninguém.
O problema é que ninguém mais tem essa sensibilidade.
Tudo é notícia, tudo é motivo pra briga, tudo é motivo para deboche.
Por um mundo mais sensível. Ou por um mundo mais consciente.
domingo, 31 de março de 2013
Curioso...
Hoje estava eu vindo pra cá, antes de pegar o ônibus.
Chorei. Chorei PRA CARALHO.
Porque por algum motivo eu não me encaixo aqui, algo está errado. Eu não sei o que.
Mas enfim, esse não é o assunto.
Estava eu lá chorando, chorando, com meus pais e meu namorado me abraçando.
Do outro lado do banco, está sentado um homem índio, quieto, e ele ficou me fitando chorar como se nunca tivesse visto aquilo na vida.
Índios não choram?
Daí ele tentou puxar papo, mas ele tava com uma latinha de cerveja do lado, então eu respondia mas não era a pessoa mais simpática do mundo pra ele não achar que eu tava dando corda.
Por último ele me desejou boa viagem e disse também.
Entrei no ônibus e fiquei pensando. Ele parecia realmente curioso me assistindo chorar igual um bebê.
E eu percebi o quanto nós da cidade somos facilmente quebráveis, porque tudo é muito fácil, o amor é muito grande.
Ou só os vasos bons, como dizem. Não sei.
Eu realmente achei curioso.
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